Depois das várias crónicas acerca dos segredos de Fátima, crónicas essas que suscitaram a aprovação de muitos e o repúdio de alguns, estes barricados na sua fé inabalável que nem as maiores evidências conseguem derrubar, lanço-me agora em alguns artigos que serão tão polémicos ou mais do que aqueles. Mas antes de me lançar no assunto, cumpre-me esclarecer o motivo que me leva a escrever sobre estes temas religiosos.
Como pesquisador da História não posso ignorar o papel fundamental que o cristianismo teve nos eventos históricos que foram acontecendo durante os últimos dois mil anos. Não adianta tentar investigar determinados acontecimentos ignorando a forte influência religiosa nesses acontecimentos e na forma como a sociedade se tem organizado durante estes séculos. Por outro lado, os passos gigantescos que foram dados ao nível do conhecimento científico e tecnológico, foram sempre à revelia ou contra a religião. É paradigmático o episódio de Galileu, só para citar o mais conhecido. O fundamentalismo religioso leva, ainda hoje, como acontece no Brasil, a uma feroz batalha tentando impedir a aprovação das investigações com células tronco, investigações essas que poderão levar à cura da maioria dos cancros e de muitas outras doenças, ou seja, poderão vir a beneficiar muitos milhões de seres humanos.
Constantino foi um imperador romano do início do século IV. Imperador de legitimidade duvidosa assumiu o poder da Roma imperial à força de espada. Naquela época Roma tinha dois imperadores: o imperador sénior, proclamado o Augusto, e o imperador júnior, qualquer coisa como um vice-imperador. Constantino serviu o imperador sénior Diocleciano, que governava Roma juntamente com o imperador júnior Maximiliano. Quando estes abdicaram em conjunto, o pai de Constantino, Constâncio, foi proclamado imperador sénior e, quando esperava ficar com o cargo imediatamente inferior, Constantino foi descartado em favor de Flávio Severo.
Constâncio morreu em 306 na Bretanha, com Constantino junto do seu leito de morte. Nessa altura Constantino proclamou-se a si mesmo imperador sénior, sucessor de Constâncio, impondo o princípio de hereditariedade seguido pelas monarquias. Logo de início, Constantino tinha o poder sobre a parte mais ocidental do império. Depois de muitas peripécias, com o poder em Roma mudando de mãos, Constantino acabou por vencer Maxêncio, o imperador residente em Roma, e assumir o controle total do império do ocidente.
A sua pseudo conversão ao cristianismo deveu-se, provavelmente, a sua mãe, Helena, que já deve ter nascido cristã e realizou, no fim da sua vida, uma peregrinação à Terra Santa, onde terá localizado uma cruz, a verdadeira cruz do suplício de Jesus, e mandou construir a Igreja do Santo Sepulcro em substituição de um templo existente no local e dedicado a Apolo. Por outro lado, na biografia de Constantino elaborada pelo bispo Eusébio de Cesareia, conta-se que, na véspera da batalha contra Maxêncio para se apoderar de Roma, Constantino sonhou com uma cruz sobre a qual estava escrito “In hoc signo vinces” (sob este símbolo vencerás).
Chamo-lhe pseudo conversão porque, apesar de Constantino ter legalizado o cristianismo logo que se tornou imperador, não ilegalizou o paganismo, cuja prática ele próprio exercia pois, até ao fim da sua vida nunca deixou de adorar o “Sol Invictus”, que manteve como símbolo principal nas suas moedas, e só nos derradeiros anos do seu reinado substituiu esse símbolo por um emblema cristão, o X e o P sobrepostos.
Ao legalizar e apoiar o cristianismo, na sua condição de Sumo Pontífice, cargo exercido pelos imperadores romanos, através do qual regulavam e interferiam nas práticas religiosas em todo o Império, Constantino passou também a exercer a sua autoridade sobre o cristianismo e sua hierarquia, estabelecendo Roma como o centro ao qual as igrejas cristãs deveriam passar a reportar-se.
Constantino era o imperador do Ocidente. No Oriente estava Licínio. Quando este expulsou os funcionários cristãos da corte e negou a entrada de Constantino no Oriente durante a campanha contra os sármatas, foi o pretexto para Constantino invadir o império do Oriente, derrotar Licínio e tornar-se o imperador de todo o Império Romano.
Apesar de legalizado, o cristianismo estava em profunda decadência, decorrente de muitos cismas nos quais muitos grupos de digladiavam, cada um chamando a si a posse da verdade acerca de Cristo e da sua natureza. Destacava-se especialmente uma corrente chamada de arianismo, que não atribuía a Jesus a sua condição divina mas o considerava a mais perfeita das criaturas.
Temendo que as grandes divisões entre os grupos cristãos pudessem, de algum modo, colocar em risco o seu poder supremo sobre todo o império, e talvez influenciado por sua mãe, Constantino resolve convocar o cristianismo para o seu primeiro Concílio, em Niceia, com a finalidade de unificar os diversos grupos sob uma mesma doutrina. Neste Concílio, criado e dirigido por Constantino, foram estabelecidos alguns dogmas, como a divindade de Jesus e o de ser uno com o Pai, o estabelecimento da Trindade com a inclusão do Espírito Santo, e o arianismo foi condenado, sendo alguns dos seus defensores expulsos do Concílio.
Os inúmeros grupos cristãos não somavam, na altura, mais do que 10 por cento da população do Império e, como disse atrás, estavam em decadência pelas disputas que geravam entre si. Por este motivo há quem não compreenda a necessidade de Constantino, não só de legalizar o cristianismo, como tentar unificá-lo sob uma única doutrina. Para além da influência da sua mãe, talvez tivesse ficado impressionado com a extrema militância dos membros desses grupos, que chegavam ao sacrifício da própria vida em nome da sua religião.
Embora o Concílio de Niceia não tivesse atingido plenamente os seus objectivos, pois as divisões continuaram, como no caso do arianismo, que chegou a atingir um certo poder na vertente oriental da Igreja. O próprio Constantino foi baptizado pouco antes de falecer por um bispo ariano. Apesar disso, a elevação do cristianismo a religião oficial do Estado, partilhando assim do poder temporal e sendo o imperador o seu sumo pontífice, permitiu a uma religião que estava no ocaso desenvolver-se a nível exponencial, espalhando-se rapidamente por todo o Império. Não fosse assim, continuando o cristianismo a ser perseguido e os seus membros em querelas permanentes, correria o risco de desaparecer, como aconteceu com outras religiões semelhantes que foram despontando ao longo dos séculos naquela região do Médio Oriente. A ascensão ao poder absoluto, de que dispôs durante toda a Idade Média, atingido pela Igreja Romana, coincide com o declínio e desaparecimento do Império Romano, sobre cujas cinzas estabeleceu o seu poder e organização.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O TAROT DE THOT - Introdução
INTRODUÇÃO
Pode parecer estranho que faça a introdução ao curso de Tarot depois de vários textos em que abordei de forma sintética as Figuras da Corte e os Arcanos Menores. A intenção foi a de apresentar de maneira simples os elementos com que vamos lidar, não só o significado das cartas, mas também a sua correspondência astrológica e cabalística.
Este curso é baseado no Livro de Thot, da autoria do grande mago do início do século XX, Aleister Crowley, e na análise de Veet Pramad, um tarólogo que desenvolveu e aprofundou os ensinamentos de Crowley.
O curso feito ao vivo tem a duração de, pelo menos, 30 semanas, com duas aulas de duas horas por semana. Por aqui se pode avaliar a vastidão e complexidade de um curso de Tarot como este. Por correspondência não terá uma duração definida, uma vez que compete a cada um a maior ou menor aplicação no estudo das apostilhas. Comentários, perguntas e dúvidas serão sempre bem recebidas e respondidas na medida em que for possível.
Um pouco de história
O Tarot tem a sua origem remota no Antigo Egipto, por isso, é também chamado por alguns autores de “O Livro de Thot”.
Thot foi um deus egípcio. Atribui-se-lhe a invenção da escrita, da linguagem e da Astrologia. Era o deus do conhecimento.
Teve vários personagens equivalentes nas antigas civilizações: Hermes na Grécia, Mercúrio em Roma, Auhuman na Índia, Quetzacoalt no México. Todos estes deuses eram instrutores dos homens, dando-lhes conhecimentos básicos como a escrita, a forma de se comunicarem através da linguagem, as artes, enfim, o conhecimento básico em geral.
Pensa-se que Thot, para além da figura que assumiu na mitologia egípcia, tenha sido um ser humano possuidor de dotes muito especiais, provavelmente oriundo da antiga Atlântida, ou mesmo de um outro planeta. Atribui-se-lhe também o governo do Egipto antes do Egipto histórico que conhecemos, por mais de 3.000 anos.
Não se sabe exactamente como é que o Tarot chegou à Europa. Na verdade foram os ciganos que o popularizaram na Europa, quando as suas tribos emigraram do Médio Oriente para o Velho Continente. Mas figuras famosas do ocultismo se dedicaram à sua interpretação, explicação e desenvolvimento. Refiro, como exemplos, Giovanni Coveluzzo, historiador italiano do século XV; Jacquemin Gringonneur, artista francês que criou um baralho para o rei Charles VI, em 1392; Visconti Sforza, que criou um baralho em Milão, talvez como um presente de casamento entre as famílias Visconti e Sforza; Court de Gebelin, pastor protestante, ocultista e arqueólogo, que introduziu o Tarot na sociedade elitista europeia; Eliphas Levi, cujo verdadeiro nome era Alphonse Louis Constant, religioso francês, abade da Igreja Católica, cabalista, filósofo, que escreveu o “Ritual da Alta Magia”, entre outras obras conhecidas hoje do público; o Dr. Gerard Encause, mais conhecido como Papus, médico francês, rosacruz e fundador do Martinismo, foi um grande estudioso do Tarot, tema do seu livro “O Tarot dos Boémios”. Nas palavras de Eliphas Levi: “O Tarot, livro miraculoso, fonte de inspiração de todos os livros sagrados dos povos da antiguidade, é o mais perfeito instrumento de adivinhação”.
Na verdade, trata-se de um autêntico livro mágico, que reúne em si, nas suas 78 lâminas ou cartas, todo um profundo conhecimento que nos vem sendo transmitido desde a mais remota antiguidade.
O baralho que usamos foi criado por Aleister Crowley que, nos dias 8, 9 e 10 de Abril de 1904, em viagem no Egipto, recebeu de Hoor-paar-Kraat, o Senhor do Silêncio, uma das formas de Hórus, todo um texto que anunciava uma nova era para a humanidade, a Era do Amor. Crowley publicou esse texto num livro que chamou “O Livro da Lei”, constituído por três capítulos: no primeiro é Nuit, o Princípio Feminino, que expõe a doutrina para a Nova Era; no segundo é Hadit, o Princípio Masculino; no terceiro é o próprio Hórus. Estas entidades nomeiam Crowley para ser o divulgador da sua mensagem, o que ele fez no “Livro da Lei”.
Constituído por 78 lâminas ou cartas, sendo 22 Arcanos Maiores, 16 Figuras da Corte e 40 Arcanos Menores, baralho desenhado pela artista Lady Freda Harris, é um verdadeiro compêndio de sabedoria. Cada carta é um mundo maravilhoso que se abre aos olhos do estudante atento. Nas palavras de Aleister Crowley: “A tarefa deste escriba tem sido a de preservar as características essenciais do Tarot, que são independentes das mudanças periódicas das Eras e actualizar aqueles caracteres dogmáticos e artísticos que ficaram ininteligíveis. A arte do progresso está em manter intacto o Eterno, mas também em adoptar uma posição de vanguarda, talvez, em alguns aspectos semi-revolucionária, com respeito aos acidentes sujeitos ao império do tempo.”
Veet Pramad diz que o Tarot pode ser definido como: “A expressão plástica dos Arquétipos Universais, presentes no Inconsciente Colectivo da humanidade que aparecem, de uma maneira ou de outra, quando homens e mulheres, especialmente intuitivos, conseguem captá-los. A elaboração conceitual e artística destas imagens universais, conta e contará com a cumplicidade de entidades espirituais que trabalham para dar o ser humano um veículo que lhe permita orientar-se melhor na viagem do auto-conhecimento ou resgate da essência divina de cada um de nós”.
Pode parecer estranho que faça a introdução ao curso de Tarot depois de vários textos em que abordei de forma sintética as Figuras da Corte e os Arcanos Menores. A intenção foi a de apresentar de maneira simples os elementos com que vamos lidar, não só o significado das cartas, mas também a sua correspondência astrológica e cabalística.
Este curso é baseado no Livro de Thot, da autoria do grande mago do início do século XX, Aleister Crowley, e na análise de Veet Pramad, um tarólogo que desenvolveu e aprofundou os ensinamentos de Crowley.
O curso feito ao vivo tem a duração de, pelo menos, 30 semanas, com duas aulas de duas horas por semana. Por aqui se pode avaliar a vastidão e complexidade de um curso de Tarot como este. Por correspondência não terá uma duração definida, uma vez que compete a cada um a maior ou menor aplicação no estudo das apostilhas. Comentários, perguntas e dúvidas serão sempre bem recebidas e respondidas na medida em que for possível.
Um pouco de história
O Tarot tem a sua origem remota no Antigo Egipto, por isso, é também chamado por alguns autores de “O Livro de Thot”.
Thot foi um deus egípcio. Atribui-se-lhe a invenção da escrita, da linguagem e da Astrologia. Era o deus do conhecimento.
Teve vários personagens equivalentes nas antigas civilizações: Hermes na Grécia, Mercúrio em Roma, Auhuman na Índia, Quetzacoalt no México. Todos estes deuses eram instrutores dos homens, dando-lhes conhecimentos básicos como a escrita, a forma de se comunicarem através da linguagem, as artes, enfim, o conhecimento básico em geral.
Pensa-se que Thot, para além da figura que assumiu na mitologia egípcia, tenha sido um ser humano possuidor de dotes muito especiais, provavelmente oriundo da antiga Atlântida, ou mesmo de um outro planeta. Atribui-se-lhe também o governo do Egipto antes do Egipto histórico que conhecemos, por mais de 3.000 anos.
Não se sabe exactamente como é que o Tarot chegou à Europa. Na verdade foram os ciganos que o popularizaram na Europa, quando as suas tribos emigraram do Médio Oriente para o Velho Continente. Mas figuras famosas do ocultismo se dedicaram à sua interpretação, explicação e desenvolvimento. Refiro, como exemplos, Giovanni Coveluzzo, historiador italiano do século XV; Jacquemin Gringonneur, artista francês que criou um baralho para o rei Charles VI, em 1392; Visconti Sforza, que criou um baralho em Milão, talvez como um presente de casamento entre as famílias Visconti e Sforza; Court de Gebelin, pastor protestante, ocultista e arqueólogo, que introduziu o Tarot na sociedade elitista europeia; Eliphas Levi, cujo verdadeiro nome era Alphonse Louis Constant, religioso francês, abade da Igreja Católica, cabalista, filósofo, que escreveu o “Ritual da Alta Magia”, entre outras obras conhecidas hoje do público; o Dr. Gerard Encause, mais conhecido como Papus, médico francês, rosacruz e fundador do Martinismo, foi um grande estudioso do Tarot, tema do seu livro “O Tarot dos Boémios”. Nas palavras de Eliphas Levi: “O Tarot, livro miraculoso, fonte de inspiração de todos os livros sagrados dos povos da antiguidade, é o mais perfeito instrumento de adivinhação”.
Na verdade, trata-se de um autêntico livro mágico, que reúne em si, nas suas 78 lâminas ou cartas, todo um profundo conhecimento que nos vem sendo transmitido desde a mais remota antiguidade.
O baralho que usamos foi criado por Aleister Crowley que, nos dias 8, 9 e 10 de Abril de 1904, em viagem no Egipto, recebeu de Hoor-paar-Kraat, o Senhor do Silêncio, uma das formas de Hórus, todo um texto que anunciava uma nova era para a humanidade, a Era do Amor. Crowley publicou esse texto num livro que chamou “O Livro da Lei”, constituído por três capítulos: no primeiro é Nuit, o Princípio Feminino, que expõe a doutrina para a Nova Era; no segundo é Hadit, o Princípio Masculino; no terceiro é o próprio Hórus. Estas entidades nomeiam Crowley para ser o divulgador da sua mensagem, o que ele fez no “Livro da Lei”.
Constituído por 78 lâminas ou cartas, sendo 22 Arcanos Maiores, 16 Figuras da Corte e 40 Arcanos Menores, baralho desenhado pela artista Lady Freda Harris, é um verdadeiro compêndio de sabedoria. Cada carta é um mundo maravilhoso que se abre aos olhos do estudante atento. Nas palavras de Aleister Crowley: “A tarefa deste escriba tem sido a de preservar as características essenciais do Tarot, que são independentes das mudanças periódicas das Eras e actualizar aqueles caracteres dogmáticos e artísticos que ficaram ininteligíveis. A arte do progresso está em manter intacto o Eterno, mas também em adoptar uma posição de vanguarda, talvez, em alguns aspectos semi-revolucionária, com respeito aos acidentes sujeitos ao império do tempo.”
Veet Pramad diz que o Tarot pode ser definido como: “A expressão plástica dos Arquétipos Universais, presentes no Inconsciente Colectivo da humanidade que aparecem, de uma maneira ou de outra, quando homens e mulheres, especialmente intuitivos, conseguem captá-los. A elaboração conceitual e artística destas imagens universais, conta e contará com a cumplicidade de entidades espirituais que trabalham para dar o ser humano um veículo que lhe permita orientar-se melhor na viagem do auto-conhecimento ou resgate da essência divina de cada um de nós”.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
TAROT DE THOT - Os Arcanos Menores
OS ARCANOS MENORES
São as cartas numeradas de 1 (Ás) a 10.
Representam 4 aspectos da natureza humana.
Paus Aspecto Energético
Copas Aspecto Emocional
Espadas Aspecto Intelectual
Ouros Aspecto Físico
Correspondência com a Árvore da Vida:
Ás Kether A Coroa
2 Schokmah A Sabedoria
3 Binah O Conhecimento
4 Chesed A Misericórdia
5 Gueburah A Força
6 Tipharet A Beleza
7 Netzah A Vitória
8 Hod A Glória
9 Yesod O Fundamento
10 Malkuth O Reino
Atribuição Astrológica:
Aos Ases é atribuído um quadrante astrológico de 3 Signos: 4 Ases x 3 Signos = 12 Signos do Zodíaco.
Nas restantes cartas é atribuído a cada elemento (Fogo, Água, Ar, Terra) um Signo Cardinal, um Fixo e um Mutável.
Ases:
Paus Câncer, Leão, Virgem
Copas Libra, Escorpião, Sagitário
Espadas Capricórnio, Aquário, Peixes
Ouros Áries, Touro, Gémeos
Cartas de 2 a 10:
Cartas: 2 – 3 - 4 5 – 6 - 7 8 – 9 - 10
Signos: Cardinal Fixo Mutável
Paus-Fogo Áries Leão Sagitário
Copas-Água Câncer Escorpião Peixe
Espadas-Ar Libra Aquário Gémeos
Ouros-Terra Capricórnio Touro Virgem
Por sua vez, cada carta se corresponde com o planeta regente de cada decanato de cada Signo:
PAUS: Cartas do Signo Cardinal Áries – 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Leão - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Sagitário - 8 – 9 - 10
Planetas regentes: 2 – Marte
3 – Sol
4 – Vénus
5 – Júpiter
6 – Saturno
7 – Marte
8 – Mercúrio
9 – Lua
10 – Júpiter
COPAS: Cartas do Signo Cardinal Câncer - 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Escorpião - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Peixes - 8 – 9 – 10
Planetas regentes: 2 – Vénus
3 – Mercúrio
4 – Lua
5 – Marte
6 – Sol
7 – Vénus
8 – Júpiter
9 – Saturno
10 – Marte
ESPADAS: Cartas do Signo Cardinal Libra - 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Aquário - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Gémeos - 8 – 9 – 10
Planetas regentes: 2 – Lua
3 – Júpiter
4 – Saturno
5 – Vénus
6 – Mercúrio
7 – Lua
8 – Saturno
9 – Marte
10 – Sol
OUROS: Cartas do Signo Cardinal Capricórnio – 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Touro - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Virgem - 8 – 9 – 10
Planetas regentes: 2 – Saturno
3 – Marte
4 – Sol
5 – Mercúrio
6 – Lua
7 – Júpiter
8 – Sol
9 – Vénus
10 - Mercúrio
São as cartas numeradas de 1 (Ás) a 10.
Representam 4 aspectos da natureza humana.
Paus Aspecto Energético
Copas Aspecto Emocional
Espadas Aspecto Intelectual
Ouros Aspecto Físico
Correspondência com a Árvore da Vida:
Ás Kether A Coroa
2 Schokmah A Sabedoria
3 Binah O Conhecimento
4 Chesed A Misericórdia
5 Gueburah A Força
6 Tipharet A Beleza
7 Netzah A Vitória
8 Hod A Glória
9 Yesod O Fundamento
10 Malkuth O Reino
Atribuição Astrológica:
Aos Ases é atribuído um quadrante astrológico de 3 Signos: 4 Ases x 3 Signos = 12 Signos do Zodíaco.
Nas restantes cartas é atribuído a cada elemento (Fogo, Água, Ar, Terra) um Signo Cardinal, um Fixo e um Mutável.
Ases:
Paus Câncer, Leão, Virgem
Copas Libra, Escorpião, Sagitário
Espadas Capricórnio, Aquário, Peixes
Ouros Áries, Touro, Gémeos
Cartas de 2 a 10:
Cartas: 2 – 3 - 4 5 – 6 - 7 8 – 9 - 10
Signos: Cardinal Fixo Mutável
Paus-Fogo Áries Leão Sagitário
Copas-Água Câncer Escorpião Peixe
Espadas-Ar Libra Aquário Gémeos
Ouros-Terra Capricórnio Touro Virgem
Por sua vez, cada carta se corresponde com o planeta regente de cada decanato de cada Signo:
PAUS: Cartas do Signo Cardinal Áries – 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Leão - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Sagitário - 8 – 9 - 10
Planetas regentes: 2 – Marte
3 – Sol
4 – Vénus
5 – Júpiter
6 – Saturno
7 – Marte
8 – Mercúrio
9 – Lua
10 – Júpiter
COPAS: Cartas do Signo Cardinal Câncer - 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Escorpião - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Peixes - 8 – 9 – 10
Planetas regentes: 2 – Vénus
3 – Mercúrio
4 – Lua
5 – Marte
6 – Sol
7 – Vénus
8 – Júpiter
9 – Saturno
10 – Marte
ESPADAS: Cartas do Signo Cardinal Libra - 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Aquário - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Gémeos - 8 – 9 – 10
Planetas regentes: 2 – Lua
3 – Júpiter
4 – Saturno
5 – Vénus
6 – Mercúrio
7 – Lua
8 – Saturno
9 – Marte
10 – Sol
OUROS: Cartas do Signo Cardinal Capricórnio – 2 – 3 – 4
Cartas do Signo Fixo Touro - 5 – 6 – 7
Cartas do Signo Mutável Virgem - 8 – 9 – 10
Planetas regentes: 2 – Saturno
3 – Marte
4 – Sol
5 – Mercúrio
6 – Lua
7 – Júpiter
8 – Sol
9 – Vénus
10 - Mercúrio
terça-feira, 29 de abril de 2008
TAROT - INFORMAÇÃO
QUEM ESTIVER INTERESSADO EM RECEBER AS APOSTILHAS DIRECTAMENTE POR E-MAIL, FAVOR INDICAR QUAL O ENDEREÇO ELECTRÓNICO EM QUE PRETENDE RECEBER AS APOSTILHAS.
O TAROT DE THOT - As figuras de Ouros
AS FIGURAS DE OUROS
Os Ouros ou Discos estão relacionados com o elemento Terra. Se o Ar é filho do Fogo e da Água (Príncipes), assim também é a Terra (Princesas). Juntamente com a Água, a Terra é um elemento feminino, receptivo e passivo. A Água representa o indiferenciado, o oceano anterior à organização do Cosmos; a Terra é o lugar onde se desenvolveram as manifestações e as diferenças.
As quatro figuras de Ouros representam quatro maneiras distintas de abordar a matéria, seja o corpo físico ou os assuntos materiais.
O Cavaleiro de Ouros:
Representa o aspecto do Fogo na Terra. Na natureza são as montanhas, vales e desfiladeiros, os terramotos, o calor do núcleo do planeta e a lava vulcânica.
Este Cavaleiro tem um cavalo completamente diferente dos outros Cavaleiros. Este cavalo não está a pular, a voar, a correr; este cavalo está a pastar, as suas patas vão engrossando à medida que se aproximam do chão, até parecerem troncos firmemente enraizados.
O Cavaleiro está vestido com uma armadura negra e uma capa que se funde com a vegetação. O seu elmo está adornado com a cabeça de um cervo, símbolo de fecundidade e abundância.
Na mão direita segura um malho para debulhar o trigo que cresce a seus pés, indicando que a sua tarefa é a produção de alimento.
Com o grande escudo parece estar a proteger o campo fértil de possíveis incursões de depredadores.
Este Cavaleiro é um trabalhador da terra que, em retribuição, cobre as suas necessidades. É um ser simples, pouco dado a pensar, pois não tem Ar, e também pouco conectado com o seu lado sentimental e as suas emoções, pois também não tem Água. A sua relação com a terra é energética, coloca a sua energia, Fogo, no mais concreto e sólido.
À primeira vista parece tratar-se de um ser rude, primitivo, mas seu contacto com a terra alimenta o seu lado feminino. Pode ser tanto um camponês como um metalúrgico.
No pior dos casos, trata-se de uma pessoa exageradamente servil, incapaz de tomar decisões, que só sabe cumprir ordens, executando normalmente trabalhos pesados.
Pode também ser uma pessoa ligada harmoniosamente à natureza.
A Rainha de Ouros:
Sendo o aspecto da Agua na Terra, representa a vegetação, a biomassa.
A Rainha está sentada num trono de vegetação exuberante. A sua atenção está dirigida para o deserto que aparece ao fundo, pensando talvez em fertilizá-lo.
Na mão esquerda segura uma esfera dourada, símbolo da perfeição e totalidade. Na mão direita segura um bastão terminado num cristal em cujo interior vemos um hexagrama inscrito num hexágono, significando que o poder da Rainha está firmemente estruturado, estabilizado e equilibrado.
Esta Rainha está coroada com os chifres espiralados de Markhor, a grande cabra dos Himalaias, indicando o seu poder gerador. Outra cabra aos pés da Rainha indica que a Grande Obra é fertilizar.
A cabra macho representa a potência viril, a força vital, a libido, as forças criativas ao nível material.
A Rainha é a dona da terra e usa os recursos materiais segundo a voz do seu coração. Está por trás do processo de criação e crescimento da vida no planeta. Não é nem inteligente nem fogosa, mas, como incorpora os elementos Terra e Água, está em contacto com as suas emoções, sensações corporais e a realidade da vida que a rodeia.
A Rainha de Ouros é prática, sensual, carinhosa, generosa, trabalhadora, serena, sensível, protectora e amante do lar e das crianças.
O Príncipe de Ouros:
Este Príncipe é o aspecto aéreo da Terra. Na natureza representa as flores, os frutos, as sementes, os aromas e os sons.
O seu carro é puxado por um touro, animal associado aos ritos de fecundidade e cujos chifres lembram o formato da Lua. O touro é símbolo de força e bravura, por isso também considerado um animal solar.
O elmo do Príncipe é encimado por um touro alado, indicando que nele estão as qualidades do touro no plano mais elevado e transcendental.
A mão esquerda está apoiada sobre uma esfera dourada, onde se vêm marcadas a linha do Equador e alguns Meridianos. No centro da esfera está um paralelepípedo que, no dizer de Crowley, significa a função intelectual aplicada ao trabalho de produção.
Na mão direita segura um bastão terminado numa cruz, indicando que a sua obra se faz ao nível material.
O seu carro encontra-se repleto de produtos do campo. O fundo da carta mostra também sementes, flores e espigas, tudo relacionado com a agricultura e a colheita.
A mente deste Príncipe está voltada exclusivamente para assuntos materiais. Da sua análise da natureza e dos mercados extrai conclusões que aplica, procurando sempre obter benefícios materiais. Pode ser um economista ou um agrónomo. Como não tem Água, não se importa com os sentimentos alheios, nem se o seu trabalho poderá prejudicar outros. É também frio e calculista, porque não tem Fogo na sua composição.
A Princesa de Ouros:
Sendo Terra a dobrar, esta Princesa representa o aspecto mais sólido do elemento Terra.
O aspecto mais sólido de Terra é constituído pelos cristais, os quais, além de serem os elementos mais densos, têm também um lado subtil, abstracto, conectado com as energias cósmicas, transcendendo a própria matéria. Desta forma, esta carta abrange os dois mundos: o material e o espiritual.
A Princesa de Ouros tem uma atitude introvertida e de intensa reflexão. É introvertida sem dúvida, mas a reflexão não existe, pois não tem Ar. Ela vive ligada às suas sensações físicas internas. Está em profundo contacto com o seu corpo, sem mente, sem emoções, sem desejos. Esta situação acaba por fazê-la cair numa atitude meditativa, através da qual a espiritualidade poderá desabrochar.
A Princesa só se observa e observa o mundo, sem julgamentos, preconceitos, análises, conclusões ou princípios, sem exaltação, aceitando-se e aceitando. Desta forma vai equilibrando os opostos da sua natureza. Na mão esquerda segura um disco onde YIN e YANG geram o Universo, da mesma forma que seu ventre gera uma nova vida.
Com a mão direita segura uma lança apontada para baixo, para a terra, tendo na ponta um cristal, a pedra de Kether, mostrando a luz mais sublime e pura nas profundezas do elemento mais denso.
Os chifres da abundância e fecundidade adornam a cabeça da Princesa.
Ela harmoniza-se com o Universo deixando que a vida flua através de si. A seu lado um altar adornado com as espigas de trigo de Deméter, indica a sua participação na última materialização do processo de criação. Sem fazer nada ela realiza.
Os Ouros ou Discos estão relacionados com o elemento Terra. Se o Ar é filho do Fogo e da Água (Príncipes), assim também é a Terra (Princesas). Juntamente com a Água, a Terra é um elemento feminino, receptivo e passivo. A Água representa o indiferenciado, o oceano anterior à organização do Cosmos; a Terra é o lugar onde se desenvolveram as manifestações e as diferenças.
As quatro figuras de Ouros representam quatro maneiras distintas de abordar a matéria, seja o corpo físico ou os assuntos materiais.
O Cavaleiro de Ouros:
Representa o aspecto do Fogo na Terra. Na natureza são as montanhas, vales e desfiladeiros, os terramotos, o calor do núcleo do planeta e a lava vulcânica.
Este Cavaleiro tem um cavalo completamente diferente dos outros Cavaleiros. Este cavalo não está a pular, a voar, a correr; este cavalo está a pastar, as suas patas vão engrossando à medida que se aproximam do chão, até parecerem troncos firmemente enraizados.
O Cavaleiro está vestido com uma armadura negra e uma capa que se funde com a vegetação. O seu elmo está adornado com a cabeça de um cervo, símbolo de fecundidade e abundância.
Na mão direita segura um malho para debulhar o trigo que cresce a seus pés, indicando que a sua tarefa é a produção de alimento.
Com o grande escudo parece estar a proteger o campo fértil de possíveis incursões de depredadores.
Este Cavaleiro é um trabalhador da terra que, em retribuição, cobre as suas necessidades. É um ser simples, pouco dado a pensar, pois não tem Ar, e também pouco conectado com o seu lado sentimental e as suas emoções, pois também não tem Água. A sua relação com a terra é energética, coloca a sua energia, Fogo, no mais concreto e sólido.
À primeira vista parece tratar-se de um ser rude, primitivo, mas seu contacto com a terra alimenta o seu lado feminino. Pode ser tanto um camponês como um metalúrgico.
No pior dos casos, trata-se de uma pessoa exageradamente servil, incapaz de tomar decisões, que só sabe cumprir ordens, executando normalmente trabalhos pesados.
Pode também ser uma pessoa ligada harmoniosamente à natureza.
A Rainha de Ouros:
Sendo o aspecto da Agua na Terra, representa a vegetação, a biomassa.
A Rainha está sentada num trono de vegetação exuberante. A sua atenção está dirigida para o deserto que aparece ao fundo, pensando talvez em fertilizá-lo.
Na mão esquerda segura uma esfera dourada, símbolo da perfeição e totalidade. Na mão direita segura um bastão terminado num cristal em cujo interior vemos um hexagrama inscrito num hexágono, significando que o poder da Rainha está firmemente estruturado, estabilizado e equilibrado.
Esta Rainha está coroada com os chifres espiralados de Markhor, a grande cabra dos Himalaias, indicando o seu poder gerador. Outra cabra aos pés da Rainha indica que a Grande Obra é fertilizar.
A cabra macho representa a potência viril, a força vital, a libido, as forças criativas ao nível material.
A Rainha é a dona da terra e usa os recursos materiais segundo a voz do seu coração. Está por trás do processo de criação e crescimento da vida no planeta. Não é nem inteligente nem fogosa, mas, como incorpora os elementos Terra e Água, está em contacto com as suas emoções, sensações corporais e a realidade da vida que a rodeia.
A Rainha de Ouros é prática, sensual, carinhosa, generosa, trabalhadora, serena, sensível, protectora e amante do lar e das crianças.
O Príncipe de Ouros:
Este Príncipe é o aspecto aéreo da Terra. Na natureza representa as flores, os frutos, as sementes, os aromas e os sons.
O seu carro é puxado por um touro, animal associado aos ritos de fecundidade e cujos chifres lembram o formato da Lua. O touro é símbolo de força e bravura, por isso também considerado um animal solar.
O elmo do Príncipe é encimado por um touro alado, indicando que nele estão as qualidades do touro no plano mais elevado e transcendental.
A mão esquerda está apoiada sobre uma esfera dourada, onde se vêm marcadas a linha do Equador e alguns Meridianos. No centro da esfera está um paralelepípedo que, no dizer de Crowley, significa a função intelectual aplicada ao trabalho de produção.
Na mão direita segura um bastão terminado numa cruz, indicando que a sua obra se faz ao nível material.
O seu carro encontra-se repleto de produtos do campo. O fundo da carta mostra também sementes, flores e espigas, tudo relacionado com a agricultura e a colheita.
A mente deste Príncipe está voltada exclusivamente para assuntos materiais. Da sua análise da natureza e dos mercados extrai conclusões que aplica, procurando sempre obter benefícios materiais. Pode ser um economista ou um agrónomo. Como não tem Água, não se importa com os sentimentos alheios, nem se o seu trabalho poderá prejudicar outros. É também frio e calculista, porque não tem Fogo na sua composição.
A Princesa de Ouros:
Sendo Terra a dobrar, esta Princesa representa o aspecto mais sólido do elemento Terra.
O aspecto mais sólido de Terra é constituído pelos cristais, os quais, além de serem os elementos mais densos, têm também um lado subtil, abstracto, conectado com as energias cósmicas, transcendendo a própria matéria. Desta forma, esta carta abrange os dois mundos: o material e o espiritual.
A Princesa de Ouros tem uma atitude introvertida e de intensa reflexão. É introvertida sem dúvida, mas a reflexão não existe, pois não tem Ar. Ela vive ligada às suas sensações físicas internas. Está em profundo contacto com o seu corpo, sem mente, sem emoções, sem desejos. Esta situação acaba por fazê-la cair numa atitude meditativa, através da qual a espiritualidade poderá desabrochar.
A Princesa só se observa e observa o mundo, sem julgamentos, preconceitos, análises, conclusões ou princípios, sem exaltação, aceitando-se e aceitando. Desta forma vai equilibrando os opostos da sua natureza. Na mão esquerda segura um disco onde YIN e YANG geram o Universo, da mesma forma que seu ventre gera uma nova vida.
Com a mão direita segura uma lança apontada para baixo, para a terra, tendo na ponta um cristal, a pedra de Kether, mostrando a luz mais sublime e pura nas profundezas do elemento mais denso.
Os chifres da abundância e fecundidade adornam a cabeça da Princesa.
Ela harmoniza-se com o Universo deixando que a vida flua através de si. A seu lado um altar adornado com as espigas de trigo de Deméter, indica a sua participação na última materialização do processo de criação. Sem fazer nada ela realiza.
O TAROT DE THOT- As figuras de Espadas
AS FIGURAS DE ESPADAS
As Espadas estão relacionadas com o elemento Ar, masculino, YANG, e representam os poderes da mente ou do intelecto. Representam ainda o mundo subtil entre o Céu e a Terra, o mundo da expansão necessário para a sobrevivência de todos os seres.
As figuras de Espadas representam quatro formas de expressão do intelecto ou da mente.
O Cavaleiro de Espadas:
Representa o Fogo no Ar. Na natureza é o vento, as tormentas, o aspecto destrutivo do Ar.
A carta mostra um Cavaleiro de armadura, à qual estão ligadas quatro asas giratórias que representam as quatro direcções principais da Rosa dos Ventos.
O cavalo está lançado numa corrida à desfilada, em ataque ou em fuga.
O Cavaleiro tem na mão direita uma espada e na esquerda uma adaga. Três andorinhas voam por baixo dele, indicando que corpo, psique e espírito estão juntos no movimento.
O Cavaleiro, que é Fogo, tem a sua capacidade de reflexão e raciocínio completamente afectada por este elemento, de modo que age apenas por impulso, joga-se como um louco atrás dos seus objectivos.
O Cavaleiro é, nesta carta, a representação da extrema exaltação da mente, sem Água para suavizá-la e sem Terra para a delimitar. Não existe equilíbrio entre estes dois elementos, Fogo e Ar. Assim, a atitude do Cavaleiro de Espadas acaba por ser extremista e demasiadamente impulsiva.
O excesso de YANG facilita a perda de contacto com a realidade.
Esta é a carta dos políticos inflamados, dos fanáticos religiosos, dos militares e demagogos em geral.
A Rainha de Espadas:
Representa o aspecto da Água no Ar. Na natureza é a humidade ambiental, as nuvens.
Sentada num trono de nuvens brancas, a Rainha segura na mão direita a espada com que acabou de cortar a cabeça de um velho barbudo, que tem na outra mão. Este gesto significa o corte drástico com os velhos padrões machistas e autoritários que governam a sociedade.
A sua coroa formada por cristais, símbolo de claridade e lucidez, é encimada pela cabeça de uma criança, que representa a pureza e a inocência.
Esta carta mostra a morte do velho para dar lugar ao novo, num nível essencialmente mental.
Esta Rainha é a mais perceptiva, observadora e inteligente das suas irmãs. Nada escapa à sua mente. Crowley chamou-a de “A Libertadora da Mente”.
O Príncipe de Espadas:
Com Ar em dobro, este Príncipe encarna todas as qualidades deste elemento. A ausência dos outros três elementos torna o Príncipe completamente alienado de tudo o que não seja intelectual.
Esta é a carta do intelecto puro, isolado das emoções, da espiritualidade, dos corpo e seus instintos, e da realidade material. No carro e nas asas imperam as figuras geométricas, indicando que se trata de um ser abstracto, impessoal e mental.
O carro é puxado por três crianças, indicando uma mente agitada por pensamentos desencontrados. A espada na mão direita é o símbolo da polaridade da mente: quando definimos algo, estamos necessariamente a definir o seu oposto.
O trabalho do iniciado é atingir a unidade através da polaridade. A predominância de um dos pólos não leva a lugar nenhum.
A espada de dois gumes é também um símbolo de polaridade: com um constrói ou impõe a lei, com o outro destrói. Tal como a mente: com um lado afirma, com o outro nega.
A foice na mão esquerda é o instrumento com o qual destrói aquilo que construiu.
Sendo Ar/Ar, sem referenciais internos, este Príncipe é incapaz de concretizar alguma coisa, pois a dúvida é constante. Ele é tão racional que se torna irracional, argumentador, sempre propondo ideias e projectos sem o mínimo interesse em concretizá-los. É perigosamente instável e incapaz de discernir entre as várias teses, antíteses, teorias e princípios, entre os quais se perde. Pelo puro prazer de argumentar, adora discutir as ideias mais inverosímeis e insensatas.
No melhor dos casos será um filósofo ou um filólogo, um pesquisador da essência das ideias. No pior dos casos trata-se de alguém completamente alienado, desconectado da realidade e incapaz de expressar emoções e paixões.
A Princesa de Espadas:
Encarna o aspecto mais térreo do Ar. Na natureza é a capacidade de saturação e densificação da atmosfera. Está também relacionada com a pressão atmosférica e o ambiente carregado, cheio de gases tóxicos e poluição das nossas grandes cidades.
A Princesa de Copas é a materializadora das ideias, simbolizando o aspecto prático e concretizador da mente. Tem o intelecto dirigido para a resolução de assuntos materiais. A sua mente está conectada com a realidade física das coisas.
A falta de Água e Fogo faz com que a mente desta Princesa não consiga voar. Falta-lhe inspiração e sensibilidade para que a sua vida seja algo além de pagar as contas e alimentar as suas ambições materiais.
Na carta a Princesa aparece com uma espada na mão direita em posição de defesa contra um inimigo invisível, enquanto com a esquerda parece proteger algo material atrás de si. Esse algo material podem ser os seus apegos e talvez o conjunto de culpas e outras características pessoais que não quer mostrar por considerá-las seus pontos fracos.
Seu elmo é ramatado com a cabeça de Medusa, a única mortal das três Gorgonas: Ésteno, Euríale e Medusa, três irmãs, que representam a perversão dos impulsos sexuais, sociais e espirituais. Medusa representa a energia paralisante e mórbida da culpa, muitas vezes exagerada pela vaidade que inibe o esforço reparador.
A Princesa projecta seus medos e culpas no mundo exterior e toma uma atitude desconfiada, defensiva e agressiva. Sendo a materializadora das ideias, podemos ver nela a capacidade de lutar contra qualquer obstáculo que se interponha no seu caminho.
As Espadas estão relacionadas com o elemento Ar, masculino, YANG, e representam os poderes da mente ou do intelecto. Representam ainda o mundo subtil entre o Céu e a Terra, o mundo da expansão necessário para a sobrevivência de todos os seres.
As figuras de Espadas representam quatro formas de expressão do intelecto ou da mente.
O Cavaleiro de Espadas:
Representa o Fogo no Ar. Na natureza é o vento, as tormentas, o aspecto destrutivo do Ar.
A carta mostra um Cavaleiro de armadura, à qual estão ligadas quatro asas giratórias que representam as quatro direcções principais da Rosa dos Ventos.
O cavalo está lançado numa corrida à desfilada, em ataque ou em fuga.
O Cavaleiro tem na mão direita uma espada e na esquerda uma adaga. Três andorinhas voam por baixo dele, indicando que corpo, psique e espírito estão juntos no movimento.
O Cavaleiro, que é Fogo, tem a sua capacidade de reflexão e raciocínio completamente afectada por este elemento, de modo que age apenas por impulso, joga-se como um louco atrás dos seus objectivos.
O Cavaleiro é, nesta carta, a representação da extrema exaltação da mente, sem Água para suavizá-la e sem Terra para a delimitar. Não existe equilíbrio entre estes dois elementos, Fogo e Ar. Assim, a atitude do Cavaleiro de Espadas acaba por ser extremista e demasiadamente impulsiva.
O excesso de YANG facilita a perda de contacto com a realidade.
Esta é a carta dos políticos inflamados, dos fanáticos religiosos, dos militares e demagogos em geral.
A Rainha de Espadas:
Representa o aspecto da Água no Ar. Na natureza é a humidade ambiental, as nuvens.
Sentada num trono de nuvens brancas, a Rainha segura na mão direita a espada com que acabou de cortar a cabeça de um velho barbudo, que tem na outra mão. Este gesto significa o corte drástico com os velhos padrões machistas e autoritários que governam a sociedade.
A sua coroa formada por cristais, símbolo de claridade e lucidez, é encimada pela cabeça de uma criança, que representa a pureza e a inocência.
Esta carta mostra a morte do velho para dar lugar ao novo, num nível essencialmente mental.
Esta Rainha é a mais perceptiva, observadora e inteligente das suas irmãs. Nada escapa à sua mente. Crowley chamou-a de “A Libertadora da Mente”.
O Príncipe de Espadas:
Com Ar em dobro, este Príncipe encarna todas as qualidades deste elemento. A ausência dos outros três elementos torna o Príncipe completamente alienado de tudo o que não seja intelectual.
Esta é a carta do intelecto puro, isolado das emoções, da espiritualidade, dos corpo e seus instintos, e da realidade material. No carro e nas asas imperam as figuras geométricas, indicando que se trata de um ser abstracto, impessoal e mental.
O carro é puxado por três crianças, indicando uma mente agitada por pensamentos desencontrados. A espada na mão direita é o símbolo da polaridade da mente: quando definimos algo, estamos necessariamente a definir o seu oposto.
O trabalho do iniciado é atingir a unidade através da polaridade. A predominância de um dos pólos não leva a lugar nenhum.
A espada de dois gumes é também um símbolo de polaridade: com um constrói ou impõe a lei, com o outro destrói. Tal como a mente: com um lado afirma, com o outro nega.
A foice na mão esquerda é o instrumento com o qual destrói aquilo que construiu.
Sendo Ar/Ar, sem referenciais internos, este Príncipe é incapaz de concretizar alguma coisa, pois a dúvida é constante. Ele é tão racional que se torna irracional, argumentador, sempre propondo ideias e projectos sem o mínimo interesse em concretizá-los. É perigosamente instável e incapaz de discernir entre as várias teses, antíteses, teorias e princípios, entre os quais se perde. Pelo puro prazer de argumentar, adora discutir as ideias mais inverosímeis e insensatas.
No melhor dos casos será um filósofo ou um filólogo, um pesquisador da essência das ideias. No pior dos casos trata-se de alguém completamente alienado, desconectado da realidade e incapaz de expressar emoções e paixões.
A Princesa de Espadas:
Encarna o aspecto mais térreo do Ar. Na natureza é a capacidade de saturação e densificação da atmosfera. Está também relacionada com a pressão atmosférica e o ambiente carregado, cheio de gases tóxicos e poluição das nossas grandes cidades.
A Princesa de Copas é a materializadora das ideias, simbolizando o aspecto prático e concretizador da mente. Tem o intelecto dirigido para a resolução de assuntos materiais. A sua mente está conectada com a realidade física das coisas.
A falta de Água e Fogo faz com que a mente desta Princesa não consiga voar. Falta-lhe inspiração e sensibilidade para que a sua vida seja algo além de pagar as contas e alimentar as suas ambições materiais.
Na carta a Princesa aparece com uma espada na mão direita em posição de defesa contra um inimigo invisível, enquanto com a esquerda parece proteger algo material atrás de si. Esse algo material podem ser os seus apegos e talvez o conjunto de culpas e outras características pessoais que não quer mostrar por considerá-las seus pontos fracos.
Seu elmo é ramatado com a cabeça de Medusa, a única mortal das três Gorgonas: Ésteno, Euríale e Medusa, três irmãs, que representam a perversão dos impulsos sexuais, sociais e espirituais. Medusa representa a energia paralisante e mórbida da culpa, muitas vezes exagerada pela vaidade que inibe o esforço reparador.
A Princesa projecta seus medos e culpas no mundo exterior e toma uma atitude desconfiada, defensiva e agressiva. Sendo a materializadora das ideias, podemos ver nela a capacidade de lutar contra qualquer obstáculo que se interponha no seu caminho.
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